Como encontrar queries do AI Mode no Search Console

Como encontrar queries do AI Mode no Search Console

O Search Console mistura queries do AI Mode com as buscas comuns. Veja como achar essas queries com a API, Analytics Edge e Claude, e o que o Google confirma.

As queries do AI Mode (o modo de conversa com IA da busca do Google) já aparecem no Search Console, mas ninguém avisa quais são. O Google conta AI Overviews (as respostas geradas por IA no topo da busca) e AI Mode dentro do relatório de desempenho normal, no tipo de busca “Web”, sem filtro próprio. Glenn Gabe, do GSQi, mostrou em artigo de 13 de agosto de 2026 um jeito de separar essas queries: exportar tudo pela API do Search Console (o acesso aos dados por programa, sem o limite da tela), mandar a planilha pro Claude Cowork (o agente da Anthropic que trabalha com arquivos no seu computador) e pedir que ele aponte o que parece prompt de conversa.

Pra quem decide SEO, o que importa é o que dá pra fazer com isso hoje. Dá pra enxergar quais URLs seus aparecem em respostas do AI Mode, mesmo quando essas aparições não geram clique.

O Search Console mostra dados do AI Mode?

O Search Console mostra, mas misturado. A documentação do Google diz que sites que aparecem em recursos de IA, como AI Overviews e AI Mode, entram no tráfego geral de busca do Search Console, no relatório de desempenho, no tipo de busca “Web”. Não existe um filtro “AI Mode” no relatório.

A página de suporte Performance report (Search results): About the data tem uma seção sobre o AI Mode com as regras de contagem:

Métrica Como o Google conta no AI Mode
Clique Clicar num link externo no AI Mode conta como clique
Impressão Valem as regras padrão de impressão
Posição Segue a mesma metodologia da página de resultados do Google
Pergunta de acompanhamento Conta como uma nova query, com impressão, posição e clique da nova resposta atribuídos a ela

A última linha explica por que o relatório tem queries estranhas. Barry Schwartz registrou no Search Engine Roundtable, em 6 de agosto de 2026, que Anastasia Kourou encontrou queries como “yes”, “yes go on” e “yes, pricing”. John Mueller respondeu que o Search Console inclui informação de AI Overviews e AI Mode no relatório geral de desempenho. Quem digitou “yes” estava respondendo ao chatbot, não buscando na barra do Google.

E os relatórios novos de IA generativa?

Os relatórios de IA generativa existem, mas não trazem queries. O Google anunciou os relatórios de desempenho de IA generativa em 3 de junho de 2026, segundo a cobertura do PPC Land. As dimensões são impressões, páginas, países, dispositivos e datas, e a liberação começou por um subconjunto de sites.

Dois limites pesam. O primeiro: sem dimensão de query, o relatório novo não ajuda a achar o texto que o usuário digitou no AI Mode. O segundo: segundo o PPC Land, o anúncio não menciona cliques entre as métricas, então não dá pra calcular CTR (taxa de cliques) dentro desse relatório. O Barry também destaca que as queries do AI Mode aparecem só no relatório principal, não nos de IA generativa.

Como achar as queries do AI Mode passo a passo?

O método do Glenn Gabe tem três etapas e usa ferramentas que muita gente já tem.

  1. Exporte query e página juntas. Use o Analytics Edge, software que traz dados do Search Console pro Excel (a licença é paga, segundo o site). A interface do Search Console mostra no máximo 1.000 linhas por relatório, e o Glenn exportou mais de 50 mil queries pela API. Exporte com as dimensões query e página e grave numa planilha.
  2. Peça a análise pro Claude. No Claude Cowork, crie um projeto, aponte a pasta de trabalho e suba a planilha. O pedido do Glenn é, em essência: analise as queries da planilha e diga quais parecem prompts de AI Mode, ou seja, queries que continuam uma conversa, respondem perguntas do chatbot ou são longas e elaboradas demais pra uma busca tradicional.
  3. Organize o resultado. O Claude cria uma nova aba com as queries identificadas, o motivo de cada escolha e as URLs citadas nessas conversas.

Dá pra transformar o fluxo numa skill (um conjunto de instruções salvo no Claude) e reaplicar em outros sites ou clientes, como o Glenn sugere.

O que o teste do Glenn Gabe encontrou?

O Glenn analisou mais de 50 mil queries exportadas. Apareceram desde respostas curtas, como “Yes”, até prompts longos. Ele também achou queries que pareciam automáticas, vindas de ferramentas de monitoramento. E o dado que mais chama atenção: nas palavras dele, “there are no clicks at all for those AI Mode queries” no caso que testou.

Ele mesmo avisa que a análise não é perfeita. Uma query como “how long does it take?” não tem contexto pra dizer se veio do AI Mode. Então trate o resultado como lista de candidatas pra revisar, não como medição. E um site só não prova que o AI Mode nunca gera clique: a documentação do Google diz que clique em link externo no AI Mode é contado.

O que fazer com essa lista de queries?

A lista serve pra três decisões, e nenhuma depende de clique.

  • Ver as URLs citadas. A planilha mostra quais páginas suas entram nas conversas. São as páginas que o AI Mode já está citando nesse assunto.
  • Descobrir o formato das perguntas. Prompt de conversa é longo, em linguagem natural e com contexto. Isso ajuda a escrever H2 em forma de pergunta completa, como no guia de como aparecer no ChatGPT.
  • Separar ruído. Query automática de ferramenta e resposta solta como “yes” saem da análise de palavra-chave. Elas inflam a lista de queries sem mostrar demanda real.

Quando eu vendia, a objeção vinha antes do preço. No AI Mode é parecido: a pergunta de acompanhamento mostra a dúvida que o usuário tem depois de ler a primeira resposta. Se a sua página responde a primeira pergunta e ignora a segunda, a conversa segue sem você.

Quais são os limites desse método?

O método tem limites que vale anotar antes de mostrar o resultado pra um cliente.

  • É inferência. O Search Console não rotula a query como AI Mode. Quem decide o que é prompt é o Claude, e ele erra em query ambígua.
  • Depende do que o Google expõe. A API entrega os mesmos dados do relatório de desempenho, sem rótulo de AI Mode.
  • Amostra pequena não generaliza. O Glenn mostra uma exportação só. Rode no seu antes de tirar conclusão sobre cliques.
  • O Google pode mudar. Em 16 de setembro de 2026, John Mueller disse no LinkedIn que a contagem de posição e impressão no AI Mode e nos AI Overviews “vai evoluir com o tempo”, segundo o Search Engine Roundtable, e que o Google atualiza a documentação quando houver mudança relevante. Guarde as exportações com data.

Pra acompanhar o resto do desempenho orgânico sem gastar com ferramenta, veja as ferramentas gratuitas de SEO pra IA. E pra entender o movimento maior, de o Google responder dentro da própria tela, leia o que é GEO e o post sobre o monitoramento no AI Mode.

Qual é o resumo pra quem trabalha com busca?

As queries do AI Mode estão no relatório de desempenho do Search Console, misturadas com a busca comum e sem filtro. Os relatórios novos de IA generativa não têm queries, e o anúncio não lista cliques. A saída é exportar query e página pela API, pedir ao Claude que aponte as queries que parecem prompts e revisar a lista na mão.

Na segunda-feira, dá pra fazer assim:

  • Exporte 90 dias de query e página do seu site pela API.
  • Peça a análise de prompts de AI Mode e revise as queries ambíguas.
  • Anote as URLs citadas e confira se respondem também a pergunta seguinte, não só a primeira.
  • Guarde a exportação com data pra comparar no mês que vem.

Quer ajuda pra montar esse relatório no seu site? Fala comigo.

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